Por que decidi aprender Engenharia de Dados (mesmo não querendo ser Engenheiro de Dados)

Por que decidi aprender Engenharia de Dados (mesmo não querendo ser Engenheiro de Dados)

Descubra por que aprender Engenharia de Dados aumenta sua autonomia e ajuda a transformar dados em valor para o negócio.

Nos últimos anos, percebi algo importante, entender de dados é muito diferente de saber construir soluções escaláveis com eles.

E foi exatamente isso que me levou a estudar mais sobre Engenharia de Dados.

Não porque eu queira mudar de área ou deixar de lado o lado analítico que tanto gosto. Mas porque quero ter mais autonomia. Quero conseguir transformar ideias em produtos de dados sem depender tanto de outras equipes.

O que me fez olhar para a Engenharia de Dados

Durante minha trajetória, trabalhei em empresas de diferentes segmentos, desde logística até edtech e marketing digital. Em todas elas, havia algo em comum: os dados sempre estavam lá, mas nem sempre no formato certo, na hora certa e no lugar certo.

E é justamente aí que entra o papel do Engenheiro de Dados.

Ele é o arquiteto de toda a estrutura que permite que os dados fluam de forma organizada, confiável e acessível.

Sem ele, não há análise consistente, modelos precisos ou dashboards confiáveis. Perceber isso mudou a forma como eu enxergo o processo de análise.

Aprender Engenharia de Dados é como abrir uma nova caixa de ferramentas. Mas o objetivo continua o mesmo: entender o problema do negócio e transformá-lo em valor.

Por que não quero ser Engenheiro de Dados (e está tudo bem)

A verdade é que eu gosto de estar mais próximo das áreas de negócios. Gosto de entender as dores das equipes, conectar indicadores com metas e traduzir dados em decisões estratégicas.

Esse é o papel do Analytics Engineer, que é onde quero continuar evoluindo.

Mas para ser um profissional mais completo nessa área, eu percebi que precisava ir um pouco além.

Precisava entender como os dados chegam até mim, como são estruturados e o que acontece antes de eu começar a modelar ou visualizar.

Não quero ser especialista em infraestrutura, mas quero entender o suficiente para conversar com quem é.

Quero poder discutir sobre pipelines, datalakes, camadas de dados e versionamento de forma técnica, mas com o olhar voltado para o negócio.

A importância de entender o que está “por trás do dashboard”

Em um projeto recente, tive uma situação que me fez enxergar o valor disso na prática.

Um relatório que dependia de dados externos começou a apresentar divergências nos números.

Antes, eu precisaria acionar outro time e esperar uma solução. Agora, com o que aprendi sobre arquitetura de dados, consego rastrear o problema, identificar o gargalo e corrigir o fluxo.

Foi um pequeno ajuste técnico, mas gerou um grande impacto: ganhei autonomia e a equipe ganhou agilidade.

Esse tipo de experiência me fez entender que aprender Engenharia de Dados não é mudar de profissão, é ampliar o alcance do seu trabalho.

O que venho aprendendo

Tenho me aprofundado em temas como data pipelines, datalake, data warehouse, versionamento de dados e orquestração de processos.

Não para virar especialista em tudo, mas para entender a lógica por trás de cada etapa e como ela impacta o produto final.

Aprender essas bases técnicas me faz pensar diferente.

Quando olho para uma métrica ou um dashboard, já enxergo todo o caminho que os dados percorreram até chegar ali.

E isso muda completamente a forma como tomo decisões, principalmente quando o foco é gerar insights que realmente movem o negócio.

Engenharia de Dados como meio, não como fim

Quanto mais estudo, mais percebo que a Engenharia de Dados é o meio que torna possível a boa análise.

Ela garante qualidade, consistência e governança.

Sem ela, qualquer modelo de Machine Learning, relatório financeiro ou previsão de vendas pode simplesmente não funcionar da maneira esperada.

Por isso, compreender (ainda que de forma geral) o que faz um engenheiro de dados é essencial para qualquer profissional que queira entregar resultados de ponta a ponta.

Essa visão completa da coleta até a análise é o que separa quem apenas executa de quem realmente gera valor estratégico.

Meu foco continua o mesmo: gerar impacto com dados

A cada nova ferramenta ou conceito que aprendo, lembro que o objetivo principal nunca mudou: gerar impacto real no negócio.

Não é sobre dominar todas as tecnologias do mercado.

É sobre usar o conhecimento certo para construir soluções que ajudem as empresas a tomar decisões melhores e mais rápidas.

Ter essa autonomia técnica é o que me permite fazer isso com mais eficiência.

Eu posso desenhar análises mais sólidas, prever gargalos antes que apareçam e, principalmente, colaborar de forma mais próxima com as áreas estratégicas.

Conclusão: Por que decidi aprender Engenharia de Dados

Estudar Engenharia de Dados foi uma escolha estratégica. Não porque eu queira mudar de rota, mas porque quero andar com mais segurança dentro dela.

Entender como os dados são coletados, tratados e disponibilizados me torna um profissional mais completo, capaz de conversar com diferentes áreas e transformar ideias em soluções reais.

Hoje, vejo que o profissional de dados do futuro é aquele que entende o todo, desde a infraestrutura até o impacto no negócio.

E é exatamente isso que tenho buscado: unir profundidade técnica com visão estratégica.

No fim das contas, a tecnologia é só o caminho. O destino sempre será o mesmo: gerar valor com dados.

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Edinan Marinho

Edinan Marinho

Analista de Dados & Analytics Engineer. Trocando ideias sobre Análise de Dados, Ciência de Dados, Visualização de Dados, UX & Design, Tecnologia e Negócios. Engenheiro de Produção e Microsoft Certified: Fabric Analytics Engineer Associate!